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O Início da Vida Sexual

Articles / Comportamento
Date: Oct 02, 2006 - 08:39 AM

Por Jonatas Dornelles
Antropólogo

Eles tiveram um passado inteiramente diferente, ainda que, por acaso, morassem na mesma rua ou freqüentassem o mesmo círculo social. E agora estarão juntos, pelo menos teoricamente, para o bem ou para o mal, por toda a vida. Com um suspiro de alívio, o par recém-casado começa a desfrutar a sensação de comandar seu próprio destino. Como lidar com o sexo a partir desse momento?



Geralmente, o novo casal gosta de se afastar logo da família e da rotina diária, mesmo que por alguns dias apenas. Tradicionalmente, a lua-de-mel seria a primeira oportunidade de manter relações sexuais. A maioria das pessoas espera que esta ocasião seja inteiramente satisfatória, cheia de prazeres inesquecíveis para ele e para ela.

Felizmente, desde que já não existe mais o tabu de falar ou escrever a respeito do sexo, um número cada vez maior de casais sabe que o sucesso imediato no ato sexual não é obrigatório. O prazer nas relações sexuais é, às vezes, resultado de um aprendizado mais ou menos longo entre os parceiros. O amor se torna cada vez mais agradável com o tempo e com a prática.

Esta é uma das muitas ocasiões em que a consideração e a paciência recíproca terão um papel essencial na vida do casal. Aqui pode começar o entendimento, ou o desentendimento, entre ele e ela.

Em várias culturas diferentes, a lua-de-mel é especialmente importante porque dá aos recém-casados uma oportunidade de se unirem não só sexualmente, como de várias outras formas. Podemos estar bem certos de que nos amamos de outras maneiras: romanticamente e sexualmente.

O problema é saber se podemos integrar esses dois amores num terceiro, a afeição. Gostamos um do outro do mesmo modo como estamos apaixonados e nos desejamos sexualmente?

“Gostar” torna-se cada vez mais importante à medida que o tempo passa e os casamentos felizes são, freqüentemente, uma combinação equilibrada de amizade e paixão. Em sociedades tradicionais, a vida sexual começa na lua-de-mel.

Talvez fosse melhor considerar a volta da lua-de-mel como o verdadeiro início do casamento, e ela própria como um “descanso” despreocupado, ou umas férias inesquecíveis. Durante algum tempo, continua o encantamento sexual dos recém-casados.

Mas, bem depressa, esse encantamento cede lugar a algo que pode ser ainda mais emocionante. Ou seja, compartilhar as alegrias e dificuldades de uma vida cotidiana construída a dois.

Dependendo de questões religiosas, culturais ou mesmo sociais (de classes sociais), o sexo antes do casamento é condenado ou aceito. Em muitas tribos, sexo e casamento são experiências associadas. Em outras, o sexo é um aprendizado isolado do casamento.

Na Sociedade Ocidental Contemporânea, o sexo pode, ou não, estar ligado ao casamento. Na maior parte das vezes o sexo está presente no namoro. Feito com segurança, o sexo nessa fase da vida ajuda no amadurecimento sexual dos jovens.

O ideal de ter a primeira experiência sexual no casamento é muito bonito. No entanto, acaba não sendo eficaz, gerando atritos por falta de convívio entre os parceiros. Nenhum casamento sobrevive somente a custa de um bom relacionamento sexual. Da mesma forma, nenhum casamento sobrevive sem um bom relacionamento sexual. 




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