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Excitação Sexual Feminina e Orgasmo

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Date: Oct 16, 2006 - 07:44 AM

Por Jonatas Dornelles
Antropólogo

Nenhuma das funções naturais (como o sono, a fome e o sexo) depende exclusivamente de órgãos localizados. Todas elas estão submetidas ao controle do sistema nervoso e sujeitas à influência das emoções, que também podem ser criadas culturalmente. Mas o que acontece durante a excitação sexual feminina?



A atividade sexual pode ser estimulada de diversas maneiras. Normalmente, esse estímulo resulta de pensamentos, contatos, sons, odores ou visões de conteúdo erótico. Assim, a mulher pode ficar excitada não só durante o ato sexual, mas também em decorrência de sonhos ou fantasias, de uma carícia nos seios, da visão de um corpo, quando toca os próprios órgãos genitais, roça o corpo de outra pessoa ou recebe uma declaração de amor.

Uma vez despertadas as sensações sexuais, o corpo da mulher reage com uma série de mudanças que culmina no orgasmo. A seqüência desses fenômenos fisiológicos constitui o que os pesquisadores William Masters e Virginia Johnson denominaram “ciclo da resposta sexual feminina”.

No ciclo completo a tensão sexual se eleva de modo gradativo até que, de repente, atinge um pico máximo, para depois retomar seus níveis básicos. Durante esse processo, ocorrem no organismo duas reações fundamentais: a congestão vascular (as veias se dilatam e ficam repletas de sangue), especialmente na superfície da pele e nos órgãos genitais; e, a miotonia (aumento da tensão muscular), fenômeno que acontece principalmente nos músculos ligados ao aparelho genital.

Para facilitar o entendimento de como os corpos reagem à estimulação erótica, Masters e Johnson dividiram o ciclo da resposta sexual em quatro fases consecutivas: excitação, platô, orgasmo e resolução. Porém, a divisão das reações fisiológicas em quatro fases é puramente arbitrária.

Na prática, a passagem de uma a outra se dá de maneira quase imperceptível. Em geral, as fases de excitação e de resolução levam mais tempo. Porém, a duração de cada uma delas pode sofrer amplas variações, de acordo com a pessoa e as circunstâncias da estimulação erótica.

Na mulher, o primeiro sinal de reação sexual é o umedecimento da vagina. Ele ocorre por meio de um fluido lubrificante, que pode aparecer na superfície da mucosa vaginal entre dez e trinta segundos após o início da estimulação erótica, seja esta física ou psíquica.

A lubrificação resulta de um processo semelhante à sudorese (produção de gotículas de suor), apesar da inexistência de glândulas nas paredes da vagina. Os estímulos sexuais determinam a congestão dos vasos sangüíneos localizados nessas paredes. Por serem semipermeáveís, essas paredes permitem a passagem de gotículas de fluido lubrificante. A exteriorização dessa lubrificação constitui indício seguro de que a mulher está sexualmente excitada.

Durante o ciclo da resposta sexual ocorrem outras alterações genitais e extragenitais. Essas alterações culminam em um estado do organismo apto para o orgasmo. O clitóris, por exemplo, geralmente sofre um certo intumescimento, podendo ou não se tornar ereto. No ciclo completo, depois da fase de excitação segue-se o platô, durante o qual se intensificam as respostas físicas e psíquicas da mulher. A partir daí, a qualquer momento ela atingirá o ponto culminante do processo: o orgasmo.




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