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Sexo Oral

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Date: Aug 23, 2005 - 10:21 AM

Por Anne Griza
Psicóloga

O sexo oral é o ato de acariciar e estimular os genitais do parceiro(a) com a boca. Quando há a estimulação da vagina, o sexo oral é chamado de cunilíngua e quando o pênis é estimulado, chama-se felação. Homens e mulheres chegam ao prazer através do sexo oral, não sendo somente o início, meio e fim da relação sexual, apenas parte das preliminares.

Em adolescentes, o sexo oral é considerado uma forma de ter a experiência sexual, sem que eles se sintam transgredindo as normas e, permanecendo então, teoricamente virgens. É muito utilizado no início da adolescência, até o período em que meninos e meninas sintam-se realmente prontos para ter uma relação sexual com penetração. Além disso, muitos adolescentes utilizam este tipo de sexo para evitar uma possível gravidez, já que este risco no sexo oral inexiste.

O toque úmido nos genitais pode ser o grande responsável pela sensação de prazer durante o sexo oral, além do que, com a língua, são feitos movimentos que estimulam tanto o pênis quanto a vagina e que os dedos não são capazes de fazer. Cada um tem suas preferências na hora de dar ou receber o sexo oral, e não há, portanto um certo e um errado. Uma recomendação é que haja muito cuidado para não morder o parceiro(a), porque pode machucar o pênis ou a vagina, outra é respeitar os limites do parceiro(a) neste momento.

O sexo oral permite que o casal experimente diversas posições, entre elas o famoso sessenta e nove, onde há a estimulação mútua e que pode trazer um prazer ainda maior. Durante o sexo oral há ainda a troca de carícias, que vai aumentando a sensação de prazer.

Apesar de muito comum, o sexo oral não é aceito por todos. Existem pessoas que acham anti-higiênico, não gostam do cheiro ou do gosto do pênis ou da vagina. Há pessoas que têm medos, inseguranças ou até mesmo preconceitos relacionados ao sexo oral, mas isto normalmente está muito mais ligado a repressões no âmbito familiar e social do que a perigos eminentes propriamente ditos. Cabe a cada um saber o que gosta e até que ponto pode aceitar o desejo do seu parceiro, seja ele de fazer ou não sexo oral. Não se pode esquecer que o não gostar ou gostar de alguma coisa na hora do sexo tem a ver com os medos, desejos, inseguranças, fantasias de cada um, e o respeito é a melhor forma de se ter uma relação sadia.

Quem praticar o sexo oral sem cuidado, corre o risco de contrair o vírus HIV ou outras DST's, mesmo que a possibilidade de contrair este tipo de doença seja menor do que durante o sexo vaginal ou anal. A transmissão ocorre através dos fluídos vaginais ou penianos contaminados que entrarem em contato com alguma mucosa ou a corrente sanguínea (feridas na boca ou no órgão genital, por menores que sejam, podem transmitir o HIV).

Portanto, o uso de preservativos tanto masculinos quanto femininos é recomendado, pois são a única forma de prevenção destas doenças. Os preservativos masculinos são vendidos em diferentes sabores, que conseguem muito bem disfarçar o gosto normal da camisinha, o que não acontece nos preservativos femininos. Apesar disso, é importante lembrar que a saúde está em primeiro plano, não vale a pena arriscar.

Como em todas as formas de sexo, o oral é aceito por uns, rechaçado por outros, traz muito prazer pra quem gosta, mas é preciso que se tome cuidado para respeitar a vontade do outro e cuidar de si mesmo, prevenindo algum tipo de doença. O sexo é prazer, e não preocupação e possíveis danos à saúde.




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