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O Relacionamento Sexual

Articles / Relacionamento
Date: Apr 17, 2006 - 08:32 AM

Por Jonatas Dornelles
Antropólogo

As esculturas dos templos hindus celebram o relacionamento sexual como uma determinação divina. O amor era considerado tão importante, que se pensava que as crianças não seriam concebidas, se não houvesse prazer e paixão entre os amantes. Entretanto, já houve inúmeros períodos da história ocidental em que o sexo era considerado uma manifestação vulgar de animalidade.



Quase todos os animais têm períodos para o acasalamento. A fêmea está pronta para o ato sexual, e parece irresistivelmente atraente aos olhos do macho, apenas no período do ano em que está preparada para conceber.

O ser humano é uma exceção a esta regra. O desejo sexual está, ou pode estar presente, durante o ano todo. Isso significa que o impulso do sexo está menos ligado ao processo de reprodução, do que a outras qualidades do indivíduo.

Quando fazemos sexo, nossa expectativa não costuma ser somente a de dar satisfação a um impulso instintivo. Através do sexo, somos capazes de expressar sentimentos de carinho e afeto por uma outra pessoa. Por isso, o prazer que damos é tão importante quanto o que recebemos.

Dois seres humanos apaixonados geralmente experimentam um desejo de fusão, de aproximação física e psicológica, de identificação. No ato sexual dos seres humanos os amantes podem chegar à ilusão da unidade. Ilusão porque seus corpos, embora unidos, não são um, e suas sensações continuam sendo particulares.

Mesmo os animais que não têm períodos de acasalamento são diferentes dos seres humanos em suas manifestações sexuais. Como se explica essa diferença?

A espécie humana é a única que possui a capacidade de se comunicar através de símbolos. Em termos amplos, nós “falamos” por meio das palavras, e também através de qualquer ação, de qualquer gesto.

Tudo o que os seres humanos fazem está carregado de significado. Nesse sentido, o relacionamento sexual é uma forma deliciosa de linguagem, em que nos fazemos entender na medida em que proporcionamos prazer ao nosso parceiro.

Nunca será demais insistir na idéia de que o sexo deve ser considerado como um relacionamento a dois. A afirmação não é tão óbvia quanto parece, pois é mais fácil para cada pessoa levar em conta apenas a sua parte no ato sexual. Se o relacionamento sexual não lhe é satisfatório, a pessoa passa a preocupar-se cada vez mais com o próprio desempenho.

Os meios de comunicação de massas costumam saturar nossos olhos e ouvidos com referências diretas, ou insinuações veladas, à importância da “eficiência sexual”. Freqüentemente, o resultado dessa pressão é uma preocupação exagerada com o próprio desempenho.

O que pode nos fazer esquecer completamente nosso companheiro ou companheira. Se o ato sexual é uma forma de comunicação, não deve ser confundido com uma melancólica masturbação a dois.

Entretanto, o conhecimento de técnicas que favoreçam a obtenção de um prazer mais intenso, incluindo a masturbação, facilita a expressão plena do carinho entre os amantes. É importante que o homem e a mulher conheçam as preferências e as partes mais sensíveis do corpo do companheiro. Com um pouco de imaginação, é sempre possível renovar a satisfação proporcionada pelo relacionamento sexual.




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